• O polo magnético da Terra está mudando: o que isso significa?

    470 Jornal A Bigorna 26/01/2025 08:50:00

    A Terra é, por si só, um grande imã. Isso porque o nosso planeta gera o seu próprio campo magnético e é por isso que é tão fácil usar uma bússola, já que a agulha sempre aponta para o norte. Essa é a razão do polo norte magnético (PNM) ser uma referência vital para a navegação. No entanto, o polo magnético da Terra está mudando e isso tem chamado a atenção dos cientistas por trazer impactos às tecnologias modernas.

    De acordo com a última atualização do Modelo Magnético Mundial (WMM), o polo magnético da Terra está mais perto da Sibéria do que do Canadá. Por conta disso são necessárias revisões em todos os sistemas de navegações usados pelos aviões, navios e smartphones. Por mais que se saiba que o movimento esteja acontecendo, a causa dele ainda não é conhecida.

    Quem monitora essa movimentação são os cientistas britânicos do Serviço Geológico Britânico (BGS) em colaboração com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos. Eles que criaram o WMM e a última revisão, atualizada a cada cinco anos, confirmou que o polo magnético da Terra está mudando e se deslocando em direção à Sibéria.

     

    Polo magnético da Terra está mudando

    A descoberta foi feita através de medições que satélites e observatórios fizeram e que acompanham o comportamento do campo magnético terrestre. Além disso, os dados vistos, também, mostraram que o que foi previsto, em 2019, estava certo. Isso mostra que o modelo criado é confiável.

    Saber a posição do polo magnético da Terra é essencial para os sistemas de navegação como o GPS, e também, para as tecnologias avançadas usadas em aviões, navios e operações militares. Graças às atualizações dadas pelo WMM, todos esses sistemas conseguem operar de forma precisa e minimizar os riscos nos setores críticos.

    Contudo, se houver mudanças mais intensas no campo magnético, elas podem gerar problemas grandes. Por exemplo, no caso de um campo enfraquecido, a migração dos animais podia sofrer, os satélites podiam ficar desorientados e as comunicações iriam sofrer com intervenções. No pior cenário, a Terra poderia ter a inversão dos polos, o que já aconteceu em outros momentos da história do planeta.

    Até o momento os cientistas continuam o monitoramento do polo magnético da Terra. As próximas atualizações estão previstas para 2030 e se espera que elas tragam mais respostas a respeito desse movimento.(Da Veja)

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