
CALMARIA
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Santos Peres
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Faço uma canção
na paz de um velho pescador:
que nem tanto pelo peixe
mas pelo silêncio da tarde.
Uma canção com fios
que se urdem na arquitetura
de ausências:
feito retratos esmaecidos;
aquele peixe que nem tanto
naquele rio-solidão...
Feito esperas...
do que se foi.
Do que se foi
faço esta canção para morrer
depois.