• Predadores  Urbanos: Psicopatas

    Artigo
    534 Jornal A Bigorna 16/06/2021 18:00:00

    As psicopatias são transtornos predominantemente masculinos, porém, ao contrário do que muitos pensam, existem sim mulheres psicopatas!

    Eles podem estar no papel de amigos, maridos, chefes, alunos, professores, empregados; podem ser irmãos ou até pais, podem estar no carro ao lado, ou diante de você na academia, servindo o seu café ou lhe convidando para jantar.

    Eles são portadores de um transtorno de personalidade antissocial, também conhecidos como Psicopatas, e, segundo pesquisas, um por cento das pessoas do planeta sofrem de tais transtornos. Portanto, certamente você já se encontrou ou irá se encontrar com ao menos um psicopata no decorrer de sua vida. Mas não se assuste: nem todo psicopata é violento.

    Uma das principais características dos psicopatas reside na incapacidade de sentir emoções pelo próximo, sendo as outras pessoas para ele apenas objetos sem qualquer valor.

    Os psicopatas são hábeis na arte da mentira e da manipulação, não se importando com o sofrimento do outro e sim com a satisfação de suas próprias necessidades.

    Eles interpretam e assumem diversos papeis no decorrer de suas vidas e de suas relações, se fazendo passar por pessoas sensíveis, amáveis e atenciosas em um primeiro momento, porém não são capazes de sustentar a farsa por um longo período, daí as constantes mudanças de relacionamentos, cidades, emprego, e outros mais.

    Alguns podem se tornar extremamente perigosos, chegando a cometer crimes cruéis ou assassinatos em serie sem esboçar nenhum tipo de remorso. Isto ocorre devido a total falta de sentimentos e a um código de conduta próprio que para o psicopata está acima das leis e convenções sociais.

    Os psicopatas onde quer que chegam são capazes de ser o centro das atenções, devido a sua oratória acima da média, charme, elegância, simpatia e cordialidade, porem são mestres na arte de mentir, estruturando verdadeiras historias com objetivo de encantar a sua presa, e uma vez obtendo sucesso farão com ela tudo o que quiserem, manipulando e usando, fazendo com que sua presa se sinta constantemente culpada por erros que não cometeu, deprimida e frágil, (e o psicopata se sente extremamente bem por isso!), até quando não for mais útil ou encontrar uma presa mais interessante.

    Nota-se que os psicopatas são patologicamente incapazes de aceitar os seus atos como erros, e de assumir qualquer tipo de culpa, jogando sempre a responsabilidade no outro, além de também ser impossível de serem “curados”, pois apenas simulam melhoras visando receber benefícios.

    As psicopatias são transtornos predominantemente masculinos, (porém, ao contrário do que muitos pensam, existem sim mulheres psicopatas), geralmente as mulheres psicopatas costumam cometer seus crimes por vingança ou pela perda do domínio sobre o outro, já em relação aos homens psicopatas a principal motivação para os crimes tem ligação com sexo e rejeição.

    Quanto ao Modus Operandi, os crimes praticados por homens psicopatas são mais brutais e facilmente ganham destaques nos meios de comunicação, já os cometidos pelas mulheres são mais sutis e sem grandes repercussões, e muitas vezes sequer são descobertos, como por exemplo, os homicídios por envenenamento ou “acidentes domésticos”.

    A psicopatia pode ser notada já na infância, com a manifestação de tendências a maltratar animais e piromania excessiva; pode também ter origem genética, social ou neurológica. Alguns psicopatas podem apresentar tendências ao uso de álcool, drogas, jogatinas e comportamento sexual promiscuo.

    Mesmo sabendo que nem todo psicopata é capaz de matar, queimar ou esquartejar sua vítima com resquícios de crueldade, jamais devemos esquecer que todo psicopata é capaz de esquartejar e queimar nossas vidas e nossas emoções, destruir nossas famílias e relacionamentos, deixando marcas e sequelas muitas vezes irreversíveis!

    Prof. José Ricardo Bandeira

    É Perito em Criminalística e Psicanálise Forense, Comentarista e Especialista em Segurança Pública, com mais de 1.000 participações para os maiores veículos de comunicação do Brasil e do Exterior. Presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, Presidente do Conselho Nacional de Peritos Judiciais da República Federativa do Brasil e membro ativo da International Police Association.

     

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