• 396 Jornal A Bigorna 11/04/2021 09:00:00

    Palanque do Zé

    Você talvez já tenha se perguntado: Por que essa coluna se chama Palanque do Zé?

    Nunca achei que seria importante contar, mas certa feita um sujeito disse no Facebook que era para eu me aparecer.

    Ocorre que isso não passa mais longe da verdade.

    De fato, meu objetivo foi homenagear o criador da Marvel Comics, Stan Lee, que tinha uma coluna chamada “Soap-Box”, algo como “Caixa de Sabão do Stan”.

    Numa dessas colunas, nas quais ele sempre tratava de temas espinhosos como racismo, discriminação e preconceito, ele disse que aquele ali era o seu Palanque.

    Se aquele era o Palanque do Stan, julguei razoável que eu tivesse o Palanque do Zé no meu extinto Jornal A Verdade Dos Fatos, afinal, meu objetivo era também tratar de temas que trouxessem uma mensagem. Stan dizia que “uma história sem mensagem, ainda que subliminar, é como um homem sem alma”.

    E eu concordo com isso. Uma coluna sem mensagem não tem valia alguma. E qual o melhor lugar para espalharmos nossas ideias? Os Palanques!

    Finalmente, já que estamos falando de história, vale dizer que, quando decidi encerrar meu Jornal por absoluta impossibilidade de conciliá-lo com a Advocacia, passei a sentir falta de escrever sobre assuntos diversos. Foi nesse sentido que o amigo André Guazzelli me convidou a trazer o Palanque para o Jornal A Bigorna, local onde já escrevia desde 2008 e sempre me senti em casa.

    O objetivo do Palanque sempre foi trazer assuntos que te façam pensar, nem que você discorde totalmente deles. É por essa razão que falamos de temas como armamento civil, liberdades civis, direitos individuais, natureza, história etc. com alguma frequência, apesar de trazerem baixa audiência.

    Meu objetivo com a coluna não é audiência em primeiro lugar, mas sim dizer o que julgo ser importante de ser dito. É claro que se a mensagem fizer sucesso, será compartilhada por mais gente e muitas pessoas serão impactadas. É assim que evoluímos enquanto sociedade.

    Na vida, tudo precisa fazer sentido. Jornais vivem de propaganda, que são fechadas baseadas em acessos ao portal. Logo, chamar a atenção do leitor e conquistar a sua confiança é fundamental.

    Vivemos em tempos estranhos, onde o óbvio precisa ser explicado, mas a verdade é uma só: Não existe almoço grátis. Se não te cobraram nada, é porque a mercadoria é você.

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